quarta-feira, 27 de julho de 2011

Itaituba

Vista da balsa que atravessa o rio em direção a Miritituba.

Itaituba foi visitada por Coudreau no final do século 19. Hoje certamente está muito diferente. A foto acima dá uma falsa impressão que a cidade é pitoresca.

Se o estado do Tapajós for criado, será sua segunda maior cidade. Por toda parte onde andamos, vemos o adesivo do SIM!, pela criação do novo estado. NA TV passam programas que só colocam o lado a favor, e vimos um repórter do SBT defender abertamente a causa durante sua transmissão. Há uma ausência total de debate sobre o que a divisão implicaria.
Uma matéria saiu recentemente sobre isso:


Vimos o Duda Mendonça dizer que o importante agora será convencer os habitantes do Pará remanescente, onde vive a maior parcela da população do estado, de que a divisão será melhor para eles.
Muita riqueza já passou por aqui. O Tapajós é a maior província aurífera do país e quase todos que moram aqui há um certo tempo já trabalharam no garimpo. É dito que mais da metade dos negócios aqui são ilegais.

O esgoto é a céu aberto e praticamente não há calçadas. As pombas daqui são os urubus. O único espaço público é a orla, na beira do rio.

Parece que aqui não há uma percepção de que outra forma de desenvolvimento é possível.

Um comentário:

  1. Essa história toda da divisão é uma tragédia iminente. Pelo o que eu também tenho lido, a divisão é algo certo. A vinculação (infelizmente) da mídia está terrível mesmo, totalmente pelo avesso. E toda essa discussão relacionada aos aspectos negativos da divisão nem terá tempo de acontecer.
    E infelizmente, o Pará é só a ponta do iceberg. Existem vários outros projetos de divisões estaduais que devem sair - muito em breve - da gaveta. Um deles é a divisão do Mato Groso em Mato Grosso e Mato Grosso do Norte. E a verdade mesmo é que todos estão esperando essa divisão do Pará como um verdadeiro teste para depois conseguirem maior força para outras propostas. Maranhão do Sul é o próximo que deve sair do papel...
    Infelizmente, o Pará será o primeiro a sentir o peso da chegada do tão esperado "progresso"...

    ResponderExcluir